Sinfonia dos corpos
Minhas mãos
Continuam como antes
Presas a uma xícara de café,
Um doce veneno
Que gostamos de compartilhar.
Minhas mãos
Furtam teu cheiro
Desabrigado em teus seios
Alimentando a minha própria
Felicidade
Tocar o solo da tua pele
e conhecer o mundo que há
sob ela ,
Enchem minhas veias de vida
E meu fruto de sementes
Nascem barulhos dos móveis
Que se movem quando tocamos neles
Com a sinfonia dos corpos,
Como precisamos de nós
Para inundar o mundo de amor
E contrariar a tristeza.
Nenhuma Pessoa
O mar imenso
Parece tão sozinho,
O céu no ar
O amigo invisível.
Apenas ninguém
Escuta a música
Que sai das pedras
Quando as ondas tocam-nas.
Nenhuma pessoa
Mergulha em alguém,
Nenhuma coisa
Recebe atenção.
Cessará o perfume da areia?
Morrerá a dança do mar ?
O balé das nuvens?
Silenciará o canto das aves?
Não , nenhuma pessoa,
Ninguém sabe
Não há pegadas na alma
Tão pouco no caminho.
A Aventura - Fabiano Olinto
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Em letras vivas
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Nasce o mundo,
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O encontro do pensamento
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Com os olhos que observam mais,
Além da distância
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E cortam a linha do horizonte.
e c...
Velhos barcos
Trazem novos marujos
Com todo seu ouro.
Árvores mudas
E cheias de vida
Se inclinam ao vento
Aspirado das espaçonaves.
c d g b7
A aventura é pássaro livre
c d e
Onde nos encontramos
c d
A partida e a chegada
G b7
O início da estrada
C d E G
A realidade desvelada.