Embelezar os corpos
Cai o dia numa roupa
nova
Chega o fim numa
roupa velha
As peças que
transportam as peças
Carregam vidas e
objetos,
Nada de anormal,
Flores que foram
colhidas desde a infância
Agora empresta-nos o
teu perfume
E sob o véu nos
embeleza.
O corpo que abriga tão nobremente o espírito
Oferece um banquete
de aplicativos,
O sentido entra a
bordo da exigência franquiada (Universal)
Um alento ao
desencanto e a incompletude,
O Ritual
inconsolável do desejo
Corta o vento como
uma lâmina que brilha
E esvazia o futuro
preenchendo as fantasias.
O recheio saboroso
da clareza
Escapa em uma fresta
resistente
Que, quase esgotada
mantêm vivos quem se dedica a bondade.
Vendemos o mundo a
nós mesmos
Fabricamos sorrisos,
inventamos as verdades,
Compramos a
felicidade como se a tristeza fosse desnecessária
E não nos ensinasse
algo realmente valioso.
Fabiano OLinto
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