sexta-feira, 3 de julho de 2015

Embelezar os corpos - (Fabiano olinto)

Embelezar os corpos

Cai o dia numa roupa nova
Chega o fim numa roupa velha
As peças que transportam as peças
Carregam vidas e objetos,
Nada de anormal,
Flores que foram colhidas desde a infância
Agora empresta-nos o teu perfume
E sob o véu nos embeleza.

O corpo que abriga tão nobremente o espírito
Oferece um banquete de aplicativos,
O sentido entra a bordo da exigência franquiada (Universal)
Um alento ao desencanto e a incompletude,
O Ritual inconsolável do desejo
Corta o vento como uma lâmina que brilha
E esvazia o futuro preenchendo as fantasias.

O recheio saboroso da clareza
Escapa em uma fresta resistente
Que, quase esgotada mantêm vivos quem se dedica a bondade.
Vendemos o mundo a nós mesmos
Fabricamos sorrisos, inventamos as verdades,
Compramos a felicidade como se a tristeza fosse desnecessária
E não nos ensinasse algo realmente valioso.


Fabiano OLinto 





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